Saiba como se defender dos efeitos da inflação no dia a dia

Você é fã de viagem no tempo? Então, se prepare para esta visita ao passado. Imagine-se preparando-se para um churrasco no Brasil em janeiro de 1995. Você está indo para o mercado com R$50 no bolso, a nova moeda do nosso país. De lá, você leva mais de 5kg de carne bovina e 5kg de frango, o que garante um troco de quase R$30. 

Agora, volte para o Brasil de 2021. Para fazer o mesmo churrasco com os mesmos R$50, você gastaria, pelo menos, metade do valor com o frango. Além disso, você não encontraria o quilo da carne bovina por menos de R$30. E o que podemos levar desta historinha? Conseguimos analisar, na prática, os efeitos da inflação no nosso dia a dia. 

Agora, sem historinha: hoje, para comprar um objeto que em janeiro de 1995 custava R$50, você precisaria de, no mínimo, R$296,06. Essa é uma conta feita pela calculadora do Banco Central, que corrige os valores de acordo com a inflação. Nesta conta, percebe-se que o Real se desvalorizou em 492,1% em 26 anos de história. 

Isso é, nada mais nada menos, do que o efeito da inflação em relação ao nosso poder de compra. Mas, afinal, o que é inflação? Essa pergunta será respondida ao longo deste texto! Neste artigo, falaremos sobre: 

  • o que é e como funciona a inflação;
  • como a inflação é calculada;
  • quais são os efeitos da inflação no dia a dia;
  • como protejo meu dinheiro da inflação.

Se você se interessa sobre o assunto e deseja ter um controle maior do seu dinheiro, aproveite bastante este conteúdo e tenha uma ótima leitura!

Como funciona a inflação?

Vamos falar sobre a inflação? Este fenômeno pode ser definido como o crescimento do preço dos produtos no país. Ou seja, o aumento do preço da carne nos açougues e do arroz, por exemplo, são efeitos da inflação. 

Você já teve a sensação de que o seu dinheiro não é o suficiente para comprar as mesmas coisas que você adquiriu anteriormente? Então, você sabe, intimamente, o que é a inflação e como ela funciona. 

Este fenômeno econômico pode acontecer por diversos motivos. Dentre eles, estão:

  • aumento de impostos. No Brasil, tudo o que se compra tem um porcentual de contribuição para estados, municípios e para o Governo Federal. Quando o Estado aumenta os impostos, consequentemente, o preço dos produtos também dispara, causando a inflação;
  • impressão exacerbada de dinheiro. Você já deve ter se perguntado “mas por que o Governo não imprime mais cédulas e paga suas dívidas”? Os governantes evitam fazer isso porque, quando o número de notas é maior do que a quantidade de produtos, gera-se a inflação;
  • baixo estoque. Aqui, temos uma situação parecida com o tópico anterior. Com menos produtos nas prateleiras, sobra dinheiro na carteira dos consumidores. Assim, os clientes ficam dispostos a comprar o mesmo item com um preço mais elevado, o que causa a inflação;
  • ansiedade com o mercado. Neste caso, as empresas acreditam que haverá um aumento na inflação. Assim, sobem os valores de seus produtos, o que leva a causar a inflação real. 

Esses foram alguns exemplos de como a inflação é causada no nosso país. Independentemente de como ela surge, os efeitos são sentidos, do mesmo jeito, no bolso dos consumidores. 

Como a inflação é calculada?

Agora que sabemos como funciona a inflação, é importante entender como ela é calculada em nosso país. Primeiramente, precisamos ressaltar que existem mais de um tipo de métrica para especular a inflação brasileira.  

As duas mais conhecidas são o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Confira as suas principais características: 

  • o IPCA é o principal cálculo da inflação. Todos os meses, agentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) saem às ruas catalogando preços de produtos e serviços. A partir destes dados, é possível traçar o custo de vida de famílias que vivem com até 40 salários mínimos; 
  • o INPC também é muito importante, já que é este índice que define o valor do salário mínimo a cada ano. Neste caso, os agentes do IBGE traçam uma média de gasto das famílias que se sustentam com até cinco salários mínimos.

Como você pode ter visto nos dois exemplos citados acima, o modo que a inflação é calculada é, basicamente, a mesma. Ou seja, os agentes dos órgãos reguladores catalogam os preços dos produtos e calculam a porcentagem de variação entre um mês e outro. 

Podemos perceber, também, como a medição da inflação é extremamente necessária. Se a mesma não fosse catalogada mensalmente, seria impossível realizar os ajustes do valor do salário mínimo.

Efeitos da inflação no dia a dia

De acordo com uma pesquisa da IDados, mais de 30 milhões de brasileiros recebem até um salário mínimo no Brasil em 2021. Sabendo deste dado, fica fácil analisar quem sente os efeitos da inflação com mais frequência, não é mesmo? 

Com o crescimento exacerbado, o principal efeito é no aumento dos preços de produtos básicos para o dia a dia, como remédios, transporte e alimentos. Isso causa um impacto enorme nas famílias de baixa renda, que, geralmente, possuem o dinheiro contado para cada um desses serviços. 

Outro ponto importante a ser analisado é a incerteza econômica causada em tempos de inflação nas alturas. Ou seja: os brasileiros ficam receosos em gastar, fazem menos empréstimos e paralisam planejamentos que seriam realizados de médio a longo prazo. 

Como proteger o meu dinheiro da inflação?

Fonte: Pixabay

Bem, se você é uma pessoa que guarda o dinheiro embaixo do colchão, temos uma péssima notícia para lhe dar. Afinal, dinheiro parado no cofrinho ou na conta corrente não está seguro dos efeitos desastrosos da inflação. 

Lembra da historinha que contamos no começo deste texto? Imagina se você tivesse guardado aqueles R$50 em 1995 achando que o Real teria o mesmo valor nos dias de hoje? Você teria perdido muito dinheiro

Então, o meio mais recomendado para proteger o seu dinheiro da inflação é investindo! Mas vale ressaltar que nem os ativos estão livres de perder para este fenômeno econômico. Por isso, é importante que façamos uma escolha de onde investir caso o seu desejo seja superar a inflação de médio a longo prazo. 

Confira algumas dicas de investimentos que podem superar as métricas do IPCA: 

  • Tesouro IPCA+. Este é o investimento clássico para quem deseja ver o dinheiro rendendo mais do que a inflação. Neste Tesouro Direto, o Governo oferece uma remuneração de uma porcentagem somada ao valor do IPCA. Então, você garante que seu investimento cresça acima da inflação; 
  • LCI e LCA. As Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e as Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) são isentas de Imposto de Renda, diminuindo os custos de investimento. Vale lembrar que existem Letras de Crédito que são indexadas ao IPCA, garantindo um crescimento acima da inflação;
  • Fundos Imobiliários. Dentre estes investimentos, este é o único integrante da renda variável. Mas, o que importa é que os FIIs que possuem contrato baseando-se no IPCA podem ser uma ótima opção na alta da inflação. 

Vale lembrar que a inflação é um efeito natural da economia. Então, é bom estar sempre preparado. Lembra quando nossas mães falavam que é melhor prevenir do que remediar? Neste caso, investir de maneira consciente é o melhor remédio! 

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