O que é o Preto Café

Um lugar onde se pode escolher o valor daquilo que se consome, e onde os custos são transparentes. Que convida a participar de sua criação, cardápio e programação. Que valoriza a produção local em pequena escala, a autonomia e o aprendizado. Que busca formas criativas de causar menos impacto ao meio-ambiente. Que busca ser um espaço convidativo para uma pausa na rotina.

Nós não vendemos café, bolos ou tortas. Por favor, não insista.

Aqui, nada está à venda — não há conta, comanda, preço. Mas você pode ficar à vontade para pedir um café, uma comidinha, desfrutar do espaço. Temos também uma agenda de eventos e oficinas que também não custam nada.

Ricos? Hippies? Patrocinados? Que nada.

Nós propomos um pacto com quem frequenta o Preto Café: a gente mantém esse lugar aberto, deixa nossa planilha de custos totalmente transparente e deixa aberto quanto arrecadamos e quanto falta pra fechar o mês; e os frequentadores doam quanto acham que vale pela experiência de manter um lugar assim. A gente realmente acredita e aposta na transparência e na confiança.

Somos uma associação sem fins lucrativos.

Barão do café é um conceito muito démodé, a gente não curte. Se a gente conseguir tirar alguma grana, é de remuneração pelas horas trabalhadas — numa escala humana, que nos permita dedicar tempo a outras coisas. Aqui, somos nós mesmos que botamos a mão na massa. Buscamos uma remuneração que achamos adequada e justa, e que possa ser compartilhada de forma igualitária com os amigos que também quiserem trabalhar conosco.

Uma outra relação com o entorno.

Queremos provocar (inclusive a nós mesmos) sobre quanto custa o que consumimos, como nos conectamos com o mercado local, quanto lixo produzimos, que saídas podem existir numa cidade onde tudo é “gourmet”, como fugir da escala industrial, que possibilidades há para estar e agir na cidade, como buscar uma alternativa à impessoalidade da relação cliente/funcionário/horário comercial/empregador.

A gente tá experimentando, e temos companhia.

Apostamos na cultura livre: gostamos e defendemos transparência, aprendizado e autonomia. Contamos com a colaboração (até porque a gente deve errar muito, ajuda a gente e dá um pitaco, vai?). Aliás, a gente adora um código aberto: tudo o que estamos fazendo está disponível pra ser pitacado, remixado e reapropriado (afinal, nós mesmos estamos remixando a ideia original do pessoal do Curto Café, no Rio de Janeiro).